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Histórias


A chuva
A chuva Majestosas nuvens escuras trouxeram consigo a chuva. O calor diminuiu em parte. O cheiro da terra molhada invadiu maravilhosamente o ar. Uma “desvontade” invadiu o corpo. Não a indisposição de quem é avesso ao trabalho — não uma preguiça. Uma pausa ao corpo cansado, apenas. O barulho da água que pinga nas folhas das árvores me entorpece aos poucos. O turbilhão de obrigações que, em sequência, fervilhavam na mente vai perdendo a importância. Contemplar é imperativ
Belfort Filho


Faixa de pedestres
Faixa de pedestres O semáforo vermelho irá tomar mais alguns minutos do tempo que já não disponho. Estendida à minha frente, a faixa de pedestres é o tapete para um sem-número de apressados anônimos. Existem momentos de contemplação em que o tempo se modifica para aprimorar a percepção, como que permitindo uma visão quadro a quadro de uma realidade que, de outra forma, passaria despercebida diante dos olhos, enquanto a própria realidade estaria parada. Uma mulher franzina é
Belfort Filho


A madrugada pela janela
A madrugada pela janela Os tempos eram outros. Tempos em que a paz e as estradas permitiam viagens noturnas demasiadamente tranquilas. Tempos em que os ônibus interestaduais possuíam janelas com cortinas que podiam e deviam ser abertas durante as viagens. O ar da noite entrava por essas janelas em rajadas de vento frio que faziam tremular fortemente as cortinas de tecido grosso. O saudosismo daquelas viagens me reencontrou pelo olfato, o ar que entrava trazendo consigo o ch
Belfort Filho


Quando o Verdão era verde
Verdão Não tenho, agora, a menor pretensão de fazê-los sentir o que umas doses de Old Parr e um DVD dos Paralamas do Sucesso conseguiram fazer ao me permitirem rever experiências caríssimas que vivi naquele estádio poliesportivo conhecido por “Verdão”; eu não conseguiria. Na verdade, toda emoção começava com a compra dos ingressos, o que ocorria sempre alguns dias antes de cada show. Existia uma ansiedade mágica naquela expectativa. Em todos os dias que antecediam cada espe
Belfort Filho


Vereda do Meio
Vereda do Meio A reminiscência é de 1991, julho de 1991, para ser mais preciso. Somávamos sete garotos, um deles meu irmão, nos dirigindo a um recanto nos arredores de Castelo do Piauí, chamado “Vereda do Meio”. Até então desconhecia a existência de uma pequena serra naquela região do estado. Meus dezoito anos tornavam qualquer empreitada promissora. Apinhamo-nos confortavelmente numa caminhonete F1000, modificada com ar-condicionado e vidros fumê, de Teresina a Castelo do
Belfort Filho


Um eterno segundo
Um eterno segundo Umas crianças brincavam no lago. Eu apenas contemplava a paisagem. Apontei minha máquina e capturei o tempo! Gotas de água suspensas no ar refletindo para sempre a mesma luz. Gotas que jamais cairão. Aquelas crianças terão sempre a mesma idade. Sempre estarão desfrutando da água quente e límpida do lago. O companheirismo pueril está em cada movimento estático. O companheirismo pueril estará em cada movimento estático. Anos depois, continuo admirado com a cen
Belfort Filho
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